Beleza Mortal- Coração Apaixonado, Chelsea Cain

CORACAO_APAIXONADO_1249082248P
Sinopse - Em Coração Apaixonado, a autora traz de volta a perturbadora relação de Archie e Gretchen. “Esta é uma história de amor na medida em que estas duas pessoas têm obsessão uma pela outra. Não é saudável. Não é romântica. Mas há nela uma intimidade que é semelhante ao amor, ou ao que se entende por amor em relacionamentos manipuladores, violentos, terrivelmente conturbados”, observa Chelsea Cain. Quando uma jovem garota é encontrada morta em Forest Park, Portland, Archie imediatamente relembra da última vez que encontrou um corpo naquele lugar. Isso foi há mais de uma década atrás e era então a primeira vítima de Beleza Mortal. A princípio, o novo assassinato nada tem a ver com Gretchen, que está presa. Mas a investigação começa a tomar novos rumos depois que a repórter Susan Ward descobre a identidade da jovem e a suposta ligação desse crime com importantes figuras do governo. Outro imprevisto dá a real dimensão do caso que novamente está nas mãos de Archie: Gretchen Lowell finalmente escapou da prisão. A essa altura, o detetive já não consegue se concentrar em outra coisa além de sua obsessão por Gretchen, que ele não vê desde que se mudou de volta para a casa onde vivia com a esposa e os filhos. Seus esforços para reconstruir a vida familiar não são mais fortes do que as marcas deixadas pelos dez dias de tortura nas mãos da psicopata. O detetive precisará de uma vez por todas encontrar um meio de eliminar a ameaça que a serial killer representa para a comunidade local, para a sua sanidade e de sua família. Mesmo que para isso seja preciso oferecer a si próprio em sacrifício, o que não seria uma má ideia se lhe permitisse saciar a paixão que sente. 
O segundo livro da série explora a relação entre Archie e Gretchen, li assim que terminei Coração Ferido e já aviso que toda a série é viciante. Quando novos corpos são encontrados e Gretchen consegue escapar da prisão todo o trauma dos dias em que esteve a seu lado voltam para atormentar o detetive. Além disso aspectos anteriormente desconhecidos da relação dos dois é colocado às claras. Se no livro 01 só tínhamos memórias, agora é real, Gretchen está solta e procura por Archie para recuperar o tempo perdido. Ao mesmo tempo Susan está envolvida com a investigação de corpos que podem indicar um novo serial killer no pedaço e aspectos da trama que ela deseja publicar acerca do Senador Castle podem, ainda, colocar sua vida em perigo. O livro é maravilhoso e não dá para largar, tanto que li em apenas 2 dias, recomendo!

A droga da obediência, Pedro Bandeira

A_DROGA_DA_OBEDIENCIA_1265950470P

Sinopse: Num clima de muito mistério e suspense, os Karas, enfrentam uma trama macabra internacional que está testando uma perigosa droga em adolescentes dos melhores colégios de São Paulo. Uma droga que pretende reduzir a humanidade à obediência absoluta e aos desígnios do sinistro Doutor Q.I.

Como a proposta do desafio desse mês incluía leitura de livros infanto-juvenis resolvi matar a saudade do primeiro livro que li do Pedro Bandeira, o primeiro volume que trata dos Karas, um grupo de amigos de São Paulo, o grupo de jovens de variados talentos se une para vencer uma ameaça macabra: uma indústria que usa adolescentes como cobaias humanas para a Droga da Obediência. Acho bem legal, não só esse como tantos outros livros do Pedro Bandeira e fico orgulhosa por um autor infanto-juvenil de tanta qualidade ser brasileiro.

71. A montanha mágica, Thomas Mann

1022957-250x250

Sinopse: Num sanatório na Suíça, reúnem-se indivíduos de várias raças e credos. Aí se entrelaçam problemas, inquietações, sofrimentos de toda ordem. Construído nos anos seguintes à Primeira Guerra Mundial, este romance busca mostrar um painel de uma Europa enferma, à procura de uma unidade.

O livro foi iniciado em 1912, ano em que a esposa do autor se internou num sanatório para curar tuberculose. A Montanha mágica narra o período em que Hans Castorp permanece num sanatório suíço a fim de visitar seu primo Joaquim, lá descobre que está doente e vai tendo sua estadia prolongada indefinidamente. O texto é imenso e de difícil leitura em algumas partes porque é bem maçante. Mas não é isso o pior, achei estranho não haver qualquer objetivo no livro, é mais reflexivo do que ação, mas com o nome Montanha Mágica eu passava um bom tempo procurando algo especial, sei lá, acho que eu esperava um enredo e não achei. O livro trataria da busca pela unidade na Europa da época e sobre a possibilidade de um local em que há o desligamento do tempo, carreira e problemas. É um livro bastante complexo e exige paciência e afinco para terminá-lo. Boa sorte!

 

 

70. Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar

memoriasdeadriano

Síntese por: http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/memorias-de-adriano.htm
Pouco antes de morrer, o imperador Adriano, Pontifex Maximus dos territórios romanos entre 117-138 d.C., decide escrever uma longa carta-testamento ao jovem Marco Aurélio, o futuro imperador-filósofo.

Nela Adriano passa em revista os principais episódios de sua extraordinária existência: a relação de afeto com a mulher de Trajano, Plotina; as campanhas militares em diversas regiões da Europa; as viagens à Ásia Menor; a paixão pela caça; as discussões filosóficas com os principais pensadores do seu tempo; as relações com Trajano, seu antecessor; e o casamento com Sabina.

No entanto, não são as façanhas públicas e heróicas que constituem o centro vital do relato do velho imperador, mas seu amor pelo belo jovem grego Antínoo, que se matara no auge do esplendor físico.

A partir dessa perda, Adriano se interroga sobre o destino, a precariedade da vida e a inevitabilidade da morte, que não poupa senhores nem escravos. “Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos”, escreve o imperador em seus últimos dias, seguindo os preceitos da filosofia estóica que sempre o nortearam.

Lançado em 1951, este romance de Marguerite Yourcenar consumiu quase 30 anos de pesquisas e logo se tornou um clássico da literatura moderna. Poucas vezes uma experiência histórica específica – a biografia de um homem ilustre e o prenúncio da decadência de Roma – foi transformada pela ficção de modo tão vivo quanto nestas “Memórias de Adriano”.

Opinião pessoal: tedio

Beleza Mortal- Coração Ferido, Chelsea Cain

CORACAO_FERIDO_1231335585P

Sinopse: O detetive Archie Sheridan passou dez anos perseguindo Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer, mas foi ela quem o capturou. Dois anos atrás, Gretchen aprisionou-o e torturou-o por dez dias, mas, em vez de matá-lo, ela surpreendentemente o deixou partir, entregando-se à polícia.

Agora ela está na cadeia pelo resto da vida enquanto Archie se vê em outro tipo de prisão – viciado em analgésicos, incapaz de voltar à sua antiga vida e sem forças para apagar aqueles dez dias horrendos de sua lembrança. Sua mulher, de quem se afastou, diz que o velho Archie não existe mais, e ele concorda. As visitas a Gretchen são semanais, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas Archie sabe qual o real motivo – ele simplesmente não consegue ficar longe dela.

Quando outro criminoso começa a seqüestrar meninas em Portland, Archie tem que se recompor para liderar uma nova força-tarefa que investigará os assassinatos. Uma repórter jovem e determinada, Susan Ward, acompanha o trabalho do grupo, o que desencadeia um jogo mortal entre Archie, Susan, o novo serial killer e até Gretchen. Eles têm um maníaco para capturar, e talvez isso liberte Archie de Gretchen de uma vez por todas.

Um dos melhores livros que já li, Gretchen com certeza é uma das psicopatas favoritas da literatura, loira, bonita e de pele boa, Gretchen mata a qualquer um, sem qualquer padrão de vitimologia somente porque realmente curte matar. O livro é perfeito, a história é bem bolada, além disso a leitura flui com facilidade. 


Archie foi o chefe da investigação Beleza Mortal durante toda sua carreira, até de alguma forma cai na cilada da manipuladora Gretchen e é torturado por vários dias, alguma coisa acontece porque Gretchen o salva e deixa-o viver, tudo indicando que entre os dois surgiu um laço de paixão que beira a doença durante esses dias de tortura, porém sendo que cada um está num local diferente, uma é a criminosa e o outro o policial. Ainda há Susan, uma jovem jornalista com bom senso de humor e uma vida amorosa caótica.

O Archie que sobreviveu está pela metade, sua fixação em resolver os crimes cometidos por Gretchen lhe custam a família, está viciado em remédios e os flashs de lembrança dos  momentos de tortura são preciosos (e bem nojentos em algumas partes).


” – Qual parte do seu corpo você quer enviar para a polícia? Dedo? Orelha? Baço? 
- É importante para você, não é? – pergunta ele – Que eles saibam o que está fazendo comigo? 
- Sim. 
- Por quê?
- Quero que saibam que estou te machucando. Que saibam disso e não consigam te encontrar. E depois quero matar você. Mas acho que não vou devolver seu corpo querido. Acho que vou deixá-los imaginando onde o larguei. Gosto de fazer isso às vezes. A vida não é para ser sempre tão redondinha.

Recomendo o livro e já estou lendo o seguinte da série: Coração Apaixonado, que é tão maravilhoso quanto até o momento. Com certeza ainda quero muitas obras da Gretchen, nossa linda e sinistra psicopata. 

Tormento, John Boyne

Tormento

Sinopse: Danny Delaney curtia tranquilamente as férias, até que sua mãe volta pra casa tarde da noite, escoltada por dois policiais. Ele logo percebe que algo terrível aconteceu. A sra. Delaney havia atropelado um garotinho, que agora está em coma e ninguém sabe se vai acordar. Consumida pela culpa, ela se isola de todos ao seu redor. Caberá a Danny e seu pai impedir que a família se despedace.

John Boyne definitivamente não é para mim. Não conheço mais ninguém que como eu tenha detestado O menino do pijama listrado, por uma série de motivos que não convém discorrer aqui ( o principal é que achei aquele menininho um saco), mas enfim, quando o desafio surpresa de abril do grupo foi um livro infanto-juvenil e descobri que Tormento tem menos de 70 páginas, decidi tentar. A leitura é rápida, e consideravelmente menos piegas que O menino do pijama listrado, mas ainda mais fraca. Eu quero deixar claro que é uma opinião minha, já que todo mundo que conheço adora o autor.

A história tem a seu favor ser curta, Danny um garoto de férias tem que lidar com o fato que sua mãe passou por um acidente pelo qual se culpa, já o pai do menino assume as responsabilidades do lar, o irmão do garoto decide viajar nas férias igual qualquer outro garoto de 18 anos. Mas tudo isso é contado numa ótima dramática entediante, ouvi dizer sobre a capacidade do autor em nos emocionar com cada personagem, ainda tô esperando a tal da emoção.Não vou contar aqui como Danny decidiu amadurecer porque seria estragar o ápice da história, que me fez pensar o que é que o tal menino tinha na cabeça, se fosse meu filho ficava de castigo até a maioridade rs. Bom é isso, uma leitura que comprovou a mim mesma que de certo devo ter mesmo o coração peludo.

69. Fome, Knut Hamsun

Prod593

Sinopse, no Pó dos Livros: A acção de «Fome», um romance marcante e considerado um clássico da literatura mundial, decorre nos finais do século XIX. O narrador, um jovem escritor, um homem solitário, deambula pelas ruas de Kristiania (actual Oslo) numa miséria extrema, enregelado pelo frio e tolhido pela fome. Essa miséria em que vive provoca-lhe momentos de delírio e violentas variações de humor. Mas cedo nos apercebemos de que a “fome” desse sonhador não é apenas física. Há a procura de uma identidade e de um reconhecimento dentro das suas próprias alucinações.

Livro curto, com a tradução de Carlos Drummond de Andrade. Eu gostei bastante do livro, achei bastante interessante o modo como é autobiográfico. As desventuras de um escritor que passa fome e necessidade enquanto vende artigo a artigo com a esperança de poder se ver em dias melhores.  A descrição da fome é impressionante, cheguei a sentir dores e náuseas junto ao personagem, como se a fome dele a mim se estendesse, principalmente quando o mesmo chega a um estágio que já não consegue mais comer sem sentir as dores e náuseas, sem ter paz. O autor norueguês ganhou em 1920 o prêmio Nobel com o livro “Frutas da terra”, não fez discurso e até mesmo esqueceu o cheque do prêmio, para ser bem sincera só pela história desse episódio já fiquei curiosa para ler o livro rs.

Trecho:

“Que doença era a minha? Teria sido eu apontado pelo indicador da mão de Deus? Mas por que precisamente eu? Por que não, por exemplo, um homem que estivesse na América do Sul? Quanto mais refletia nisso, mais me parecia inconcebível que a Graça Divina me tivesse escolhido justamente como cobaia, para realizar seus caprichos. Que modo estranho de agir: saltar por cima do mundo inteiro para me atingir a mim, quando Ela tinha debaixo da mão tanto um livreiro-antiquário, Pacha, como um comissário marítimo, Hennechen.”